Na última quinta-feira, 14, a Câmara Municipal de Aracaju apreciou diversas proposições durante a 62ª Sessão Ordinária. Entre elas esteve a Moção nº 67/2025, que pedia ao Congresso Nacional celeridade na votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe o fim da chamada escala 6×1, regime em que o trabalhador exerce suas funções por seis dias seguidos e tem apenas um de descanso. A iniciativa foi apresentada pelo vereador Camilo Daniel (PT), que defendeu a necessidade de rever o modelo de jornada por considerá-lo prejudicial à qualidade de vida dos trabalhadores.

Durante a discussão em plenário, o vereador Iran Barbosa (PSOL) saiu em defesa da proposta, classificando a jornada 6×1 como “exploradora e desumana”. Ele destacou o movimento “Vida além do trabalho”, que defende maior equilíbrio entre vida pessoal e atividade profissional. Apesar das defesas, a moção acabou sendo rejeitada pela maioria dos parlamentares.

A votação registrou cinco votos favoráveis, dos vereadores Anderson de Tuca (União Brasil), Bigode do Santa Maria (PSD), Iran Barbosa (PSOL), Maurício Maravilha (União Brasil) e Soneca (PSD). Outros sete parlamentares se posicionaram contra: Alex Melo (PRD), Fábio Meireles (PDT), Levi Oliveira (PP), Lúcio Flávio (PL), Sávio Neto de Vardo (Podemos), Sargento Byron (MDB) e Thannata da Equoterapia (Mobiliza).

Com a rejeição da proposta, a Câmara Municipal de Aracaju deixou de encaminhar o apelo ao Congresso Nacional, e a PEC que trata do fim da escala 6×1 segue sem manifestação oficial da Casa Legislativa da capital sergipana.


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